SETE FESTAS, SETE TEMPOS PROFÉTICOS

Festas-Judaicas

RESUMO

Estudaremos neste breve post as Sete Festas Judaicas e seu paralelismo com profecia bíblica. Abordaremos aqui as festas que apontam para a primeira vinda de Cristo, bem como as que se referem a sua Segunda Vinda e a restauração da nação de Israel e a implantação do reino Milenial.

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INTRODUÇÃO

Durante setenta e sete dias do ano judaico os hebreus estavam envolvidos com as Festas Solenes, também chamadas de Santas Convocações, que foram instituídas por Deus para que o povo refletisse sobre a sua bondade e mantivesse em memória os grandes feitos do Senhor no decorrer da história da nação.

As Festas Judaicas foram instituídas como parte do concerto do Sinai (Ex 23.14-19), e deveriam ser observadas por toda a nação, sendo que em três delas todos os homens estavam obrigados a participar, indo para Jerusalém. Estas eram conhecidas como as festas dos peregrinos, a saber: Páscoa, Pentecoste e Tabernáculos.

O simbolismo judaico para os nossos dias é muito forte, e as Festas Judaicas revelam para a igreja Sete Tempos Proféticos relacionados com Cristo, o plano de salvação, seu retorno, a igreja, e o Milênio.

Estudaremos brevemente, a partir de agora, o que cada uma das Sete Festas judaicas representa para nós hoje, e reconheceremos o caráter profético de cada uma delas.

1. PÁSCOA

“No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor.”

Levítico 23.5

A Festa da Páscoa é a celebração mais importante no calendário judaico, e esta relacionada com a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. Era comemorada no décimo quarto dia do primeiro mês do calendário hebraico.

Seu cumprimento profético deu-se com a morte de Cristo, que é o antítipo do cordeiro pascal, que fora sacrificado e seu sangue aspergido sobre a verga da porta na casa do hebreu, trazendo libertação do anjo da morte (1 Co 5.7)

2. PÃES ASMOS

“E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães asmos do Senhor;

sete dias comereis pães asmos.”

Levítico 23.6

A Festa dos Pães Asmos, ou sem fermento, dava-se no décimo quinto dia do primeiro mês do calendário hebraico, ou seja, no dia seguinte a páscoa. No Novo Testamente não há distinção entre as mesmas, uma vês que ocorriam concomitantemente.

Uma vez que o fermento é símbolo do pecado e falsas doutrinas, o pão sem fermento simboliza a purificação, a remoção do pecado do meio do povo, confirmando o que fora escrito “tirai o fermento…como de fato sois sem fermento”.

O cumprimento literal desta festa deu-se com a morte de Cristo, quando este desceu as partes mais profundas da terra, anunciou sua vitória aos espíritos em prisão e “levou cativo o cativeiro”. No Antigo Testamento, através dos sacrifícios levíticos, o homem recebia apenas uma garantia de perdão, mas ainda não estavam perdoados de fato, uma vez que o sangue de cordeiro apontava para Cristo. Tendo, portanto, apenas garantia de perdão sem o tê-lo definitivamente, a alma dos que morriam não podiam, de forma alguma, subir para próximo de Deus, por que ainda existia pecado, por isso todos desciam ao hades. Agora, com a morte de Cristo e o anuncio de sua vitória, o fermento fora tirado, o Seio de Abraão é esvaziado, e a alma dos redimidos agora podem subir ao terceiro céu, para próximo de Deus.

3. PRIMÍCIAS

“Então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote;

E ele moverá o molho perante o Senhor”

Levítico 23.10,11

A Festa das Primícias, ou de Oferta Movida, ocorria no domingo posterior à páscoa, onde os levitas apresentavam para Deus as primícias da primeira colheita.

Seu cumprimento profético deu-se na ressurreição de Cristo, que tornou-se a “primícias dos que dormem” (1 Co 15.20-23), ou seja, o primeiro homem a ressuscitar em corpo glorificado para nunca mais morrer. No Evangelho de Marcos nos é informado que muitos ressuscitaram após a ressurreição de Cristo e entraram na cidade de Jerusalém, porém não foram mais vistos, ou seja, foram movidos para Deus.

A ressurreição de Cristo é a garantia e o modelo da nossa ressurreição (Rm 8.29; Fp 3.21; 1 Jo 3.2)

4. PENTECOSTES

“Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias;

então oferecereis nova oferta de alimentos ao Senhor.”

Levítico 23.16

As três primeiras festas que estudamos até aqui ocorriam no primeiro mês do calendário judaico, ou seja, no mês de Nisã – que correspondem a Março/Abrir do nosso calendário. Agora, no terceiro mês, ocorria a Festa de Pentecostes, também conhecida com a Festa das Semanas, por que era realizada sete semanas após a Festa das Primícias, ou seja, cinqüenta dias depois – daí deriva o nome Pentecostes = cinco, cinqüenta.

Foi em uma Festa de Pentecostes que o Espírito Santo desceu sobre a igreja primitiva. Devido a isso a igreja adotou o termo “Pentecostal” para referir-se ao mover do Espírito Santo manifesto através da operação de Dons dentro da congregação e ao falar em línguas estranhas.

A Festa de Pentecostes é a quarta festa de um total de sete, ou seja, está exatamente no meio, tendo três festas antes dela e três depois. As três primeiras, que já estudamos brevemente até aqui, ocorriam no primeiro mês; as três posteriores, que veremos a seguir, ocorriam todas no sétimo mês, ou seja, o mês de Tishri – equivalente a Setembro/Outubro.

A centralidade da Festa de Pentecostes evidencia a centralidade que deve ter o Espírito Santo na vida do cristão. O contato sobrenatural com a pessoa de Cristo que ocorre mediante o recebimento do Espírito Santo, o revestimento de Poder, deve mudar por completo nossa existência, de forma que divida nossa vida em antes e depois.

Podemos dizer que a Festa de Pentecostes ainda está sendo comemorada em nossos dias, e representa a dispensação atual, a dispensação da igreja, a era oculta em Deus. Dessa forma podemos entender que as três festas que antecedem a de Pentecostes já se cumpriram na história da redenção, e que as três festas posteriores estão para se cumprir, assim que a era da igreja terminar, quando a Dispensação da Graça chegar ao seu final, por ocasião do Arrebatamento da Igreja.

Portanto, vejamos brevemente o que o futuro nos reserva de acordo com as festas judaicas.

5. TROMBETAS

“No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial

com sonido de trombetas, santa convocação.”

Levítico 23.24

A Festa das Trombetas era realizada no primeiro dia do sétimo mês (Tishri), e tinha como propósito ajuntar a nação de Israel em preparação para o dia de Expiação.

De acordo com o calendário profético, a Festa das Trombetas simboliza o ajuntamento da nação de Israel que começou efetivamente em 1948.

No ano 70 d.c Jerusalém foi sitiada, seus moradores dizimados, a cidade arruinada e o Templo destruído pelos romanos, sob o comando do general Tito. Em 135 d.C a nação de Israel foi aniquilida pelo imperador Alexandre, em retaliação a rebelião liderada pelos zelotes e por Bar Cobah. A partir de então os judeus sobreviventes passaram a viver errantes sobre a terra. Sem pátria, sem nação, sem templo.

Porém, Deus havia falado por intermédio de Ezequiel que, no final dos tempos, a nação seria restaurada, tão como um exercito ressurgido de um montão de ossos secos (Ez 37).

Segundo o profeta Zacarias, Cristo retornará visivelmente sobre o Monte das Oliveiras para livrar os judeus da ira do Anticristo, na batalha do Armagedom, julgar o mundo e inaugurar o Milênio. Ora, se os judeus estarão cercados em Jerusalém nesta ocasião era necessário que primeiramente eles voltassem para a terra conhecida hoje como Palestina. E isso de fato ocorreu, a nação foi reunida à sua terra.

No século XIX a Trombeta começou a ser tocada pelo movimento Sionista. No ano de 1947 a Organização das Nações Unidas decidiu dar uma pátria ao povo judeu. Em 18 de Maio de 1948 nasce a moderna nação de Israel. Em 7 de junho de 1967 Israel conquista a cidade de Jerusalém, cumprindo as profecias de Isaias 66.8 e 10, respectivamente.

6. DIA DA EXPIAÇÃO

“Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação;”

Levítico 23.27

O Dia da Expiação ocorria no décimo dia do sétimo mês, seu propósito era bem claro: “Naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos” (Lv 16.30).

O retorno dos judeus atualmente para a sua pátria e o florescimento da nação de Israel não é, de forma alguma, sinal de aprovação de Deus para os judeus. Aliás, é bem o contrário.

Segundo a Palavra Profética o propósito de Deus é atrair os judeus para a sua pátria para fazê-los passar pelo fogo. É um ajuntamento pela ira e para a ira, com o propósito de levar os judeus a se converterem a Cristo (Ez 20.33-38; 22.17-22; Sf 2.1,2).

“E congregar-vos-ei [em Jerusalém] e assoprarei sobre vós o fogo do meu furor;

e sereis fundidos no meio dela” Ez 22.21

O plano divino é o seguinte: reunir os judeus em sua pátria, permitir seu crescimento como nação – de modo que venha a inquietar outras nações (Ez 39 – Gogue e Magogue), atrair os adversários para guerrear contra Israel e dizimar 2/3 dos judeus, levando a uma situação tão caótica que venham a se arrepender de negar o Messias e clamem por sua libertação. Este cronograma nós observamos nas profecias de Ezequiel, Joel, Sofonias, Apocalipse e, principalmente, nos capítulos de 12 a 14 de Zacarias. Ponto comum entre todas as profecias referentes aos tempos finais é: a vinda de Cristo em glória será precedida pelo clamor do povo judeu.

A Festa do Dia da Expiação aponta para a conversão de Israel no final do Armagedom, quando Cristo voltar em Gloria com sua Igreja para reinar sobre o mundo.

7. TABERNÁCULOS

“Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos

ao Senhor por sete dias.”

Levítico 23.34

A Festa dos Tabernáculos iniciava no décimo quinto dia do sétimo mês, e se estendia por sete dias. Nesta festa os judeus saiam de suas casas e habitavam em tendas, lembrando do tempo em que se mantiveram nômades habitando no deserto, sendo totalmente dependentes da provisão divina.

Na Festa dos Tabernáculos representantes de cada família judaica deveriam comparecer a Jerusalém, para apresentar-se ao Senhor.

Se a Festa das Trombetas simboliza o ajuntamento de Israel para a ira e o Dia da Expiação representa a salvação de Israel por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, a Festa das Cabanas, agora, nos remete ao Milênio, quando “todas as famílias da terra virão à Jerusalém para celebrar a Festa das Cabanas” (Zc 14.16-19).

CONCLUSÃO

Estudar as Festas Judaicas é compreender mais profundamente o plano de salvação e o aspecto escatológico da revelação divina.

Com as primeiras três primeiras festas (Páscoa, Pães Ásmos e Primícias) Deus revelou a obra de Cristo em detalhes (Morte, remissão dos mortos do Antigo Testamento, e Ressurreição). Com a quarta festa, Pentecostes, a Era da Igreja é inaugurada. As três ultimas festas (Trombetas, Expiação e Primícias) apontam para o que deve ocorrer nos tempos finais.

É interessante observar a precisão no cumprimento de cada uma destas festas. Na páscoa o cordeiro deveria ser preparado por quatro dias, morto e sacrificado à tarde. Cristo chegou quatro dias antes de ser morto em Jerusalém, foi crucificado no dia da páscoa, morrendo na hora do sacrifício dos cordeiros. No domingo posterior a páscoa, ou seja, ao terceiro dia, ressuscitou, tornando-se as primícias dos que dormem. Cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo o Espírito Santo desce sobre a igreja, cumprindo a promessa de Cristo no dia de Pentecostes.

Se o simbolismo das primeiras festas teve um cumprimento espetacular, não podemos esperar diferente a cerca das próximas festas, e parte disso já começou a tornar-se evidente agora. Israel já esta estabelecido em sua terra, as nações em redor estão em constante atrito com os judeus, os inimigos estão sendo atraídos para o ataque final, o relógio escatológico de Deus está anunciando o retorno iminente de Cristo.

Que estejamos atentos e preparados para o cumprimento final dos sete tempos proféticos anunciados pelas Festas Judaicas.

 

Ivan S. Vargas



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Ivan S. Vargas

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